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A História dos Gatos no Antigo Egito

Na nossa última viagem, minha e do meu marido, fomos em muitos e diferentes museus. Conhecer e ver a olho nu toda a história que aprendemos na escola foi realmente algo mágico.


No Natural History Museum (Museu de História Natural), no British Museum, ambos em Londres, e no Louvre Museum (Museu do Louvre) em Paris foi sensacional viajarmos pela história das diferentes civilizações.


Entre os diferentes períodos que estavam expostos, destaco o Egito Antigo que me chamou muito a atenção pela presença dos felinos.


Eu até então não sabia exatamente o porquê da adoração aos felinos naquela época. Os egípcios os embalsamavam, faziam rituais após sua morte, tinham uma Deusa com cabeça de gato e até mesmo a maquiagem estilo ‘gatinho’ surgiu naquela época!

E estamos falando de algo por volta de 3.000 a.C minha gente! Sim, nossos adorados felinos já eram venerados, tidos como sagrados e membro da família desde essa época.


Eu não sabia de nada disso e claro, como boa mãe de gato, quando cheguei em casa fui pesquisar.


Conta a história que devido ao som que os gatos emitem, os egípcios os chamavam de Myw (traduzido para o nosso português como Miau) e era um dos bichos mais estimados e venerados no Egito, tanto que se tornaram símbolo de proteção e sorte. Mas nem sempre foi assim. No início, antes de serem decretados seres sagrados, os gatos eram preparados e servidos como prato principal às margens do rio Nilo em algumas localidades.

A reverência aos felinos surgiu quando os egípcios perceberam que, como excelentes caçadores, eles podiam ser a solução para acabar com outros animais que estava devastando as plantações e transmitindo uma série de doenças contagiosas: os ratos.


A agricultura era o principal meio de sobrevivência daquela sociedade e os ratos estavam destruindo tudo. Ao perceber que os gatos se alimentavam dos ratos, viram neles a salvação dos seus problemas. Os egípcios passaram a ter gatos dentro de casa e, assim, os tinham como membros da família.